Vinícius que me perdoe
mas beleza é fundamental!
É preciso
Que haja qualquer coisa de amor em tudo isso
Qualquer coisa de inteligencia,
Qualquer coisa de poesia
Em tudo isso (nada muito passional; ou então
Que o homem se socialize elegantemente em vermelho,
Como na Revolução Francesa - um idealista rebelde).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso
Que súbito tenha-se a
Impressão de ver um pensador simplesmente brilhante e que um rosto
Adquira de vez em quando essa magnetude só
Encontrável naqueles cujo espirito ultrapassa qualquer matéria.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas
que se reflita e desabroche
No olhar das mulheres. É preciso,
É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que
umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Adélia Prado (aquele verso) e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como no âmbar de uma tarde.
Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que o homem que ali está como a corola ante o pássaro
Seja belo na amplitude de sua alma e
Seja leve como no toque das palavras
Com olhos...
Que olhe com certa maldade inocente. E palavras
Inteligentes (nunca rudes!) é também de extrema pertinência.
É preciso que saiba diferenciar as belezas
Preze, sobretudo, a beleza verdadeiramente afrodisíaca
No encontrar de olhares inteligentes e palavras pertinentes.
Uma pessoa sem inteligência alguma
É como um rio sem pontes. Dispensável.
É importante que saiba ser belo. Da maneira certa.
E saiba iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Preferíveis sem dúvida os que sabem,
Com seu sorriso e suas tramas,
Não ser Ditador,
Machista,
Egoísta, superficial ou
Vinícius.
Seja gentil, saiba ter uma mulher
E saiba ser um homem.
Saiba amar, ser amante e
"Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável".
Essa beleza rege.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
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