Essa não é minha. É de uma comunidade do Orkut: Eu Sou a Receita de Mulher (http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13226952)
"As mulheres belas que me perdoem, mas
Inteligência é fundamental. É necessário
Que haja qualidade no amor e na flor
Não só a estética vazia, a beleza lambida e mais nada.
Quero a mulher para antes, depois e durante
Não a elegantérrima vestida para consumo de néscios
Ou para a inutilidade do efêmero ou rococó
Mulher porta-jóias que abre a boca e só sai confete de frivolidades
Quero a mulher perfumada na sua essência natural
Que a faz mulher-bandeira, Rita Lee, Heloisa Helena
Não a boneca cobiçada que um brucutu faz andaime
Mas a que tenha passaporte de vivências e grau de lucidez para o que der e vier.
Quero a mulher Joana D´Arc, Leila Diniz, Hilda Hist, Clarice Lispector
Não a bonitinha mas ordinária
Se tiver ternura, encanto, inteligência e cultura então
Será a receita certa de musa inspiradora e dona do meu coração.
Beleza não põe a mesa
Inteligência você funda um casal
E cria cósmica descendência.
Mulher inteligente é a minha, naturalmenteSe não fosse minha
Não seria inteligente!"
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Receita de Mulher
Vinícius que me perdoe
mas beleza é fundamental!
É preciso
Que haja qualquer coisa de amor em tudo isso
Qualquer coisa de inteligencia,
Qualquer coisa de poesia
Em tudo isso (nada muito passional; ou então
Que o homem se socialize elegantemente em vermelho,
Como na Revolução Francesa - um idealista rebelde).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso
Que súbito tenha-se a
Impressão de ver um pensador simplesmente brilhante e que um rosto
Adquira de vez em quando essa magnetude só
Encontrável naqueles cujo espirito ultrapassa qualquer matéria.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas
que se reflita e desabroche
No olhar das mulheres. É preciso,
É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que
umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Adélia Prado (aquele verso) e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como no âmbar de uma tarde.
Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que o homem que ali está como a corola ante o pássaro
Seja belo na amplitude de sua alma e
Seja leve como no toque das palavras
Com olhos...
Que olhe com certa maldade inocente. E palavras
Inteligentes (nunca rudes!) é também de extrema pertinência.
É preciso que saiba diferenciar as belezas
Preze, sobretudo, a beleza verdadeiramente afrodisíaca
No encontrar de olhares inteligentes e palavras pertinentes.
Uma pessoa sem inteligência alguma
É como um rio sem pontes. Dispensável.
É importante que saiba ser belo. Da maneira certa.
E saiba iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Preferíveis sem dúvida os que sabem,
Com seu sorriso e suas tramas,
Não ser Ditador,
Machista,
Egoísta, superficial ou
Vinícius.
Seja gentil, saiba ter uma mulher
E saiba ser um homem.
Saiba amar, ser amante e
"Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável".
Essa beleza rege.
mas beleza é fundamental!
É preciso
Que haja qualquer coisa de amor em tudo isso
Qualquer coisa de inteligencia,
Qualquer coisa de poesia
Em tudo isso (nada muito passional; ou então
Que o homem se socialize elegantemente em vermelho,
Como na Revolução Francesa - um idealista rebelde).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso
Que súbito tenha-se a
Impressão de ver um pensador simplesmente brilhante e que um rosto
Adquira de vez em quando essa magnetude só
Encontrável naqueles cujo espirito ultrapassa qualquer matéria.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas
que se reflita e desabroche
No olhar das mulheres. É preciso,
É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que
umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Adélia Prado (aquele verso) e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como no âmbar de uma tarde.
Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que o homem que ali está como a corola ante o pássaro
Seja belo na amplitude de sua alma e
Seja leve como no toque das palavras
Com olhos...
Que olhe com certa maldade inocente. E palavras
Inteligentes (nunca rudes!) é também de extrema pertinência.
É preciso que saiba diferenciar as belezas
Preze, sobretudo, a beleza verdadeiramente afrodisíaca
No encontrar de olhares inteligentes e palavras pertinentes.
Uma pessoa sem inteligência alguma
É como um rio sem pontes. Dispensável.
É importante que saiba ser belo. Da maneira certa.
E saiba iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Preferíveis sem dúvida os que sabem,
Com seu sorriso e suas tramas,
Não ser Ditador,
Machista,
Egoísta, superficial ou
Vinícius.
Seja gentil, saiba ter uma mulher
E saiba ser um homem.
Saiba amar, ser amante e
"Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável".
Essa beleza rege.
"10 coisas que odeio em você"
"Odeio o modo como fala comigo
E como corta o cabelo
Odeio como dirigi o meu carro
E odeio seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar"
E como corta o cabelo
Odeio como dirigi o meu carro
E odeio seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar"
Saloia
Foi fuçando no orkut de uma de minhas ex-colegas de classe do Rio Branco que pensei: cara... como eu queria ser bonita!
E queria mesmo.
A menina é linda, é popular, tem amigas lindas e igualmente populares, e até uma carreira na mtv e em teatro! Já viajou Europa a fora, tem o cabelo perfeito, o sorriso perfeito, o corpo perfeito (e ela nem é fresca ou futil!!!). ela até dirige, já (e nem tem 18!). e deve ter um namorado bonitão e popular também. bem mais velho, provavelmente. Como eu queria ser assim. mesmo. mesmo.
Aí, olahndo nas suas comunidades, lí: eu malho na (nome da academia)
E tudo fez sentido: eu não malho naquela academia. nem em nenhuma outra. nunca malhei e nunca vou malhar.
Sou a intelectual loser. loser mesmo porque nem famosa eu serei. porque meu cabelo é feio e eu não malho. porcaria! eu não dirijo. minha mãe me mataria se eu saísse por aí dirigindo.
Eu pego ônibus. vou pra escola de ônibus. e volto de lá de ônibus.
É.
Sou a intelectual loser, que não malha, que tem cabelo ruim e anda de ônibus. Onde é que esse mundo vai parar??
Nunca nem saí do sul-sudeste e acho que jamais irei pra Europa. muito menos pra MTV. ou pro teatro. Eu nunca fui ao teatro. -Cara, como eu sou loser.
E meu namorado? há! loser igual. definitivamente impopular. um nojo de impopularidade. Igualmente feio e intelectual. não malha e anda de ônibus também.
E acho que o mundo se divide em dois: os que malham e os que não malham; e nós, os não-malhadores, somos meio que a escória, mesmo. Não temos muita utilidade se não invejar os malhadores. com seus tanquinhos e mtv.
Não-malhadora, padronizadamente feia, claramente impopular (popularmente odiada, na verdade), (pseudo-)intelectual loser, não-viajadora, não fumante, não bebedora (prol 'esquenta'); sem carro, sem Europa, sem MTV, sem dinheiro, com ônibus, lipídios e namorado feio. Definitivamente fora de 'objeto de desejo'. Definitivamente fora do padrão, fora da massa. Definitivamente insignificantemente fora. Nunca me senti tão fora.
Nunca me senti tão feliz.
E queria mesmo.
A menina é linda, é popular, tem amigas lindas e igualmente populares, e até uma carreira na mtv e em teatro! Já viajou Europa a fora, tem o cabelo perfeito, o sorriso perfeito, o corpo perfeito (e ela nem é fresca ou futil!!!). ela até dirige, já (e nem tem 18!). e deve ter um namorado bonitão e popular também. bem mais velho, provavelmente. Como eu queria ser assim. mesmo. mesmo.
Aí, olahndo nas suas comunidades, lí: eu malho na (nome da academia)
E tudo fez sentido: eu não malho naquela academia. nem em nenhuma outra. nunca malhei e nunca vou malhar.
Sou a intelectual loser. loser mesmo porque nem famosa eu serei. porque meu cabelo é feio e eu não malho. porcaria! eu não dirijo. minha mãe me mataria se eu saísse por aí dirigindo.
Eu pego ônibus. vou pra escola de ônibus. e volto de lá de ônibus.
É.
Sou a intelectual loser, que não malha, que tem cabelo ruim e anda de ônibus. Onde é que esse mundo vai parar??
Nunca nem saí do sul-sudeste e acho que jamais irei pra Europa. muito menos pra MTV. ou pro teatro. Eu nunca fui ao teatro. -Cara, como eu sou loser.
E meu namorado? há! loser igual. definitivamente impopular. um nojo de impopularidade. Igualmente feio e intelectual. não malha e anda de ônibus também.
E acho que o mundo se divide em dois: os que malham e os que não malham; e nós, os não-malhadores, somos meio que a escória, mesmo. Não temos muita utilidade se não invejar os malhadores. com seus tanquinhos e mtv.
Não-malhadora, padronizadamente feia, claramente impopular (popularmente odiada, na verdade), (pseudo-)intelectual loser, não-viajadora, não fumante, não bebedora (prol 'esquenta'); sem carro, sem Europa, sem MTV, sem dinheiro, com ônibus, lipídios e namorado feio. Definitivamente fora de 'objeto de desejo'. Definitivamente fora do padrão, fora da massa. Definitivamente insignificantemente fora. Nunca me senti tão fora.
Nunca me senti tão feliz.
domingo, 12 de outubro de 2008
Jantar em família
"Que bom que você veio!"
Ela sorriu em resposta, puxou uma cadeira e sentou-se, em companhia dos amigos, na mesa colorida do bar.
Muitas risadas, dois pedaços de pizza (e um copo de chopp) depois, ela olha pro lado, por acaso e vê a rua meio iluminada do outro lado da janela. Faz mesmo frio. Volta pro chopp.
Volta pra janela.
Um casal e uma menininha sentados nos degraus da escola fechada jantavam. juntos: três crianças e dois adultos. A menina - devia ter uns 4 anos - pulava ao redor dos pais (não deviam ser muito mais velhos do que ela - uns 19, não mais que isso) que brigavam pelo último pedaço do cachorro quente completo para três.
Ela, então, olhou pro seu prato. mais um pedaço de pizza. tão quente... pensou em atravessar a rua e oferecer comida pra menininha. os pais comeram mais que ela, ah, egoístas. "que bom que você veio!" seria ela então recepcionada, e não precisaria sorrir pra fingir que estava lá de bom grado, sentar-se-ia na calçada e conversaria com a criança. ofereceria, talvez, até seu agasalho...
Mas fazia mesmo muito frio; os três, ali, a família, era pobre afinal. e se não a recepcionassem bem? e se roubassem-lhe a pizza, o agasalho, o celular, ah, não! não o celular.
"Mas que roubo!!"
ahn??? roubo???
"É!! você viu a conta??"
ah... é... tem... razão (?)
"Bom, vamos pagar, já, e sair. ok? ... ah! você viu?? aqui é um dos mais famosos bares de encontros gls da cidade!"
hum. verdade?
"éca!!! vamos embora, logo, então! antes que me vejam... credo. eu ai dizer pro pessoal, segunda-feira, que vim num bar super legal, mas agora... e por que você avisou só na hora de ir embora??"
risos no calor do bar.
Ela sorriu em resposta, puxou uma cadeira e sentou-se, em companhia dos amigos, na mesa colorida do bar.
Muitas risadas, dois pedaços de pizza (e um copo de chopp) depois, ela olha pro lado, por acaso e vê a rua meio iluminada do outro lado da janela. Faz mesmo frio. Volta pro chopp.
Volta pra janela.
Um casal e uma menininha sentados nos degraus da escola fechada jantavam. juntos: três crianças e dois adultos. A menina - devia ter uns 4 anos - pulava ao redor dos pais (não deviam ser muito mais velhos do que ela - uns 19, não mais que isso) que brigavam pelo último pedaço do cachorro quente completo para três.
Ela, então, olhou pro seu prato. mais um pedaço de pizza. tão quente... pensou em atravessar a rua e oferecer comida pra menininha. os pais comeram mais que ela, ah, egoístas. "que bom que você veio!" seria ela então recepcionada, e não precisaria sorrir pra fingir que estava lá de bom grado, sentar-se-ia na calçada e conversaria com a criança. ofereceria, talvez, até seu agasalho...
Mas fazia mesmo muito frio; os três, ali, a família, era pobre afinal. e se não a recepcionassem bem? e se roubassem-lhe a pizza, o agasalho, o celular, ah, não! não o celular.
"Mas que roubo!!"
ahn??? roubo???
"É!! você viu a conta??"
ah... é... tem... razão (?)
"Bom, vamos pagar, já, e sair. ok? ... ah! você viu?? aqui é um dos mais famosos bares de encontros gls da cidade!"
hum. verdade?
"éca!!! vamos embora, logo, então! antes que me vejam... credo. eu ai dizer pro pessoal, segunda-feira, que vim num bar super legal, mas agora... e por que você avisou só na hora de ir embora??"
risos no calor do bar.
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