quinta-feira, 24 de julho de 2008

Adeus, Estranho.

E não é que eu tinha razão?
A idiota aqui nunca conheceu o amor. Ele sim. Ah se sim..!
É incrível como ele conseguiu. por dois anos não foi egoísta nem por um segundo. Apenas no ato final.
E vai fazer falta, MUITA falta.
É impressionante a minha capacidade de receber foras. e não, não estamos falando no meu namorado. ele vai muito bem (agora melhor porque aprendi q sou uma vaca fria e que preciso ser mais boazinha).
Vai fazer falta a maneira com que ele me olhava pelo espelho. e ria sem graça quando via que eu via. Ou a maneira com que ele me abraçava quando eu chorava (ou quando eu pulava em cima dele). Ou quando ele inventava motivos pra deixar de gostar de mim (e não adiantava nada).
Vai fazer uma falta muito egoísta o jeito com que ele me achava nobre. achava que eu, triste, fingia alegria só pra agradá-lo. (mal sabia ele que essa era a genuína sensação de estarmos juntos).
O jeito com que inventávamos palavras juntos, que discordávamos um do outro, que ele pagava meu sorvete e ria da minha cara sem motivo.

"Desculpe. eu te amo, mas..."

Não é como se tivéssemos morrido, apesar desse ter sido o efeito desejado. É como férias. É como quando uma pessoa querida vai morar longe. "É como subir a escada para o seu quarto no escuro, e achar que há mais um degrau do que realmente há. O pé resvala no ar e segue-se um aflitivo momento em que, colhida às cegas pela surpresa, a pessoa tenta adaptar-se à escuridão."
E eu sei - ele também sabe, tenho certeza - que ele jamais deixará de gostar de mim.
E no caminho de casa nenhuma lágrima sequer. - ele não me abraçaria.

Ah, imortalidade que me mata.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Interrompendo a historia feliz (?) que a Bruna me pediu, para fazer aquilo que mais gosto: drama.

O infeliz que escreveu sobre o amor e suas divindades nunca o sentiu (aposto). Porque não há sentimento mais estúpido, inútil e sem fundamento que o maldito amor. O ódio faz sentido. a Ira também. o amor, não.

Se Shakespeare e todos os filósofos que perderam seu tempo descrevendo tal sentimento irracional como coisa boa (e viva Kant!) sabiam, de fato, oq ele era, se os bobos apaixonados realmente já sentiram amor, quem nunca o sentiu fui eu.

Eu vou pro inferno, mesmo.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

3ª pessoa

Resolveu fingir que a vida valia a pena.
Só por um dia, só fingir.
e esquecer as tardes nubladas...
Então saiu pra ver o sol. Caminhar e ver o glamour que as pessoas encontram nas calçadas de setembro. Sentir o sol bater na sua pele pálida de quem por muito (pouco) se escondeu, ouvir silencio de uma rua movimentada...