sexta-feira, 9 de maio de 2008

Ela é hostil

Quando o Kiss terminou comigo, eu inventei mil coisas pra não ficar triste. a ultima - e mais bem aceita pelo meu ego - foi botar defeito.
Eu revirei o passado. procurei pequenos gestos que, aumentados, viravam grandes defeitos. assim ele se tornou um monstro e quando as pessoas perguntavam por que a gente tinha terminado, eu dizia: "ele terminou comigo. eu brigava muito com ele. afinal... *e aí vinha um monte de defeito dele.*"
Mas eu sei que não foi assim. e só eu (e ele) sei disso. Não duvido que ele tenha feito a mesma coisa. a gente faz mesmo isso quando se decepciona. e tem medo de admitir o óbvio: você perdeu. fez burrada.
A intenção não é mexer no passado. Não é culpar nem me desculpar com meu ex-namorado.
É só que... eu descobri - da maneira mais idiota possível - que os seres humanos são exata e retardadamente iguais.
Ex-namorados, melhores amigas, amigos, macacos e porcos: são todos ridiculamente iguais.
Tem que ser melhor do jeito que está.
Que equivoco. :)
Já devo ter dito alguma vez, porque meu pai sempre repete: uma pessoa esperta é capaz de aprender com os próprios erros, mas somente um sábio pode aprender a partir dos erros dos outros.
A intenção não é dar lição de vida, mesmo porque essa joça, em geral, não é lida por quase ninguém. além do bocó, J!, e às vezes tati - que não precisam (mesmo) de lição de moral. É só pra lembrar que, talvez, deve-se (devo) deixar de ser hostil. ou não. ou sei lá. tanto faz. mesmo.
Tem que ser melhor do jeito que está. É; melhor assim.


"nossa! você tá sorrindo. ...você tá alegre. faz tempo que não te vejo assim!"
"faz tempo que eu não fico assim..."
"tem razão. muito tempo. (pausa) nossa. (pausa) muito tempo."

Tempo demais. :)
E ele sabe - mesmo - me traduzir.

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