terça-feira, 13 de maio de 2008

idiotice inacabada

É como o ar. a gente sabe que está ali. mas a gente não vê.

Era escuro. nove, mais ou menos. talvez fosse 2 da tarde, mas era escuro.
Precisava de distração... precisava de... O que é a falsidade? talvez seja a verdade disfarçada. ou será que quem se disfarça é a mentira e a verdade é o falso? ... ah, de um namorado novo. novo, não. só namorado. namorado é bom. talvez não tão bom assim porque a gente fica insegura. e dependente. e foi.
A sensação era de "feel for inside". talvez fosse o silencio, ou o barulho demasiado, ela não ouvia nada.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Ela é hostil

Quando o Kiss terminou comigo, eu inventei mil coisas pra não ficar triste. a ultima - e mais bem aceita pelo meu ego - foi botar defeito.
Eu revirei o passado. procurei pequenos gestos que, aumentados, viravam grandes defeitos. assim ele se tornou um monstro e quando as pessoas perguntavam por que a gente tinha terminado, eu dizia: "ele terminou comigo. eu brigava muito com ele. afinal... *e aí vinha um monte de defeito dele.*"
Mas eu sei que não foi assim. e só eu (e ele) sei disso. Não duvido que ele tenha feito a mesma coisa. a gente faz mesmo isso quando se decepciona. e tem medo de admitir o óbvio: você perdeu. fez burrada.
A intenção não é mexer no passado. Não é culpar nem me desculpar com meu ex-namorado.
É só que... eu descobri - da maneira mais idiota possível - que os seres humanos são exata e retardadamente iguais.
Ex-namorados, melhores amigas, amigos, macacos e porcos: são todos ridiculamente iguais.
Tem que ser melhor do jeito que está.
Que equivoco. :)
Já devo ter dito alguma vez, porque meu pai sempre repete: uma pessoa esperta é capaz de aprender com os próprios erros, mas somente um sábio pode aprender a partir dos erros dos outros.
A intenção não é dar lição de vida, mesmo porque essa joça, em geral, não é lida por quase ninguém. além do bocó, J!, e às vezes tati - que não precisam (mesmo) de lição de moral. É só pra lembrar que, talvez, deve-se (devo) deixar de ser hostil. ou não. ou sei lá. tanto faz. mesmo.
Tem que ser melhor do jeito que está. É; melhor assim.


"nossa! você tá sorrindo. ...você tá alegre. faz tempo que não te vejo assim!"
"faz tempo que eu não fico assim..."
"tem razão. muito tempo. (pausa) nossa. (pausa) muito tempo."

Tempo demais. :)
E ele sabe - mesmo - me traduzir.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Talvez você se sinta melhor

É. Adivinhou. Eu quis morrer, mas que se dane. Aqui quem importa é você, né? Só você. Sempre foi.
Te ajudei desde sempre, sem perguntar nada, sem invadir seu espaço. Nada foi contra a sua vontade. Sabe disso. Nunca me faltou paciência e eu sempre estive ao seu lado. Nunca duvidei de você. Sempre te amei. Desde o primeiro segundo.
Você, não. O desamparo te fez flexível. Talvez só por isso me aceitou. Me respeitou e aprendeu a gostar de mim, foi isso que aconteceu. Se tivesse me amado desde o inicio, não teria acabado assim. A culpa foi minha. Burrice.
Mas tá bem. Se é assim que você prefere, ótimo. Não foi tudo tão incrível como você diz ter sido, mesmo. Eu vou sair o quanto antes, não se preocupe. Não vou atender o telefone quando você me ligar. Não vou te dar meu endereço. Talvez eu até mude de cidade. Tanto faz. Não tenho mais nada pra fazer aqui, mesmo. Eu sinto muito. ou nem tanto. Tenho certeza que o muito que você diz sentir é quase nada. Você nunca sentiu. Se teve sentimento algum dia, eu até duvido. Mas a vida é sua. Agora, você a viverá só, como quiser.
Amizade? Não faço questão de falsidade. Não precisa ser cordial.
Esquece.
Tchau.




Há algumas coisas que eu gostaria de esclarecer antes de de pedir para ir.
Eu sinto muito.
Você foi minha companheira quando mais precisei. Me apoiou, aconselhou, foi a única no mundo capaz de me amar. Do jeito que eu estava.
Por mais de um ano foi a pessoa mais especial na minha vida. Me protegeu, a cima de tudo.Me fez sentir feliz do meu jeito.
Mas tem uma hora. A hora.
A hora que esgota; não dá mais. Tudo foi incrível, ótimo. Me ajudou a crescer. De verdade. Foram os meses mais seguros, mais maravilhosos que tive em muito tempo. E sem culpa. Você foi tudo de melhor que me aconteceu.
Por favor, não me odeie. Você é minha melhor amiga e eu faço questão de manter a amizade. Tá?
Eu sinto de verdade mas não dá mais. Aquilo que era especial se tornou banal, quase chato, quase prejudicial. Não é mais amor. Não quero que fique pior. Foi bom demais. Por favor.
Sai.