Todo o meu drama semanal foi curado com um fato numério: 6. quilos a menos na minha barriguinha (eu diria na bunda, mas me desagrada o fato da mesma estar encolhendo).
Porra! eu emagreci 6 quilos!!
De repente o mundo me pareceu mais alegre: os pedreiros me xavecavam mais, recebi o triplo de assovios na rua (em comparação com minha vida antes-do-menos-seis), e eu até pude matar a minha falta de sexo! (mais ou menos)
Foi quando a coisa de ficar magra virou um vicio. Eu quero continuar a perder quilinhos. porque eu não uso mais calça 40. uso 36 agora. acho que nem quando criança eu usava um número tão pequeno. (ó meu Deus, minha bunda!!!) E me sinto ótima. linda e magra. ou só magra. tanto faz.
Mas fico pensando: se eu emagrecer mais 6kg receberei mais 3x assovios. o que será 9 vezes o número inicial!!! é simplesmente incrível. Além disso, se eu mantiver meu pesosupermagro de 54Kg, poderei me dar ao luxo de não me preocupar com o que comer. Afinal, como diria Leandro Quintanilha: a vida é imprevisível - você nunca sabe quando pode deparar com um quindim.
Ah, dane-se. o legal de emagrecer sem nenhum esforço é que você sabe que poderá engordar tudo de novo.
segunda-feira, 31 de março de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
Consolo
costumava ser um poema que uma vez uma amiga me fez. costumava ser a amizade ou a possível esperança de um possível amor.
Tudo tão bobo e infantil que às vezes me pergunto por que não acabo logo com isso. a "Teoria do Eixo" talvez tenha ajudado. mas não consolou. porque agora, já não tem jeito, não tem aquela voz no escuro a sussurrar pra mim que tudo vai ficar bem. não vai ficar bem. já não há consolo, já não há luz, nem fim. só há dor. e a mesma de sempre.
grande coisa.
Tudo tão bobo e infantil que às vezes me pergunto por que não acabo logo com isso. a "Teoria do Eixo" talvez tenha ajudado. mas não consolou. porque agora, já não tem jeito, não tem aquela voz no escuro a sussurrar pra mim que tudo vai ficar bem. não vai ficar bem. já não há consolo, já não há luz, nem fim. só há dor. e a mesma de sempre.
grande coisa.
segunda-feira, 17 de março de 2008
sábado, 15 de março de 2008
Mais uma vez, hospital
Já é a segunda vez no mês que vou ao hospital. Não que eu aprecie médicos gatões e injeções na bunda, mas eu estou num estado da vida muito critico. Serio mesmo.
Entenda: sou vestibulanda. devido ao referido fato, fiz um piercing. porque não há nada no mundo mais importante do que um piercing no umbigo.
Acontece que a joça deu errada (é claro. estamos falando de mim, certo?) e Murphy me ama. O piercing não só não entrou no furo como, durante a cicatrização, ferrou com meu umbigo inteiro. A coisa toda roxa e cheia de pus foi, realmente, uma das cenas mais sexys da minha vida. adorei. Pena que não doeu, porque eu sentiria o triplo do prazer orgástico que senti se meu umbigo latejasse.
Enfim, ouvindo conselhos de todos os meus amigos (imaginários), resolvi esquecer da infecção. É. Eu deixei o negocio inchado e nojento por um mês todinho. Uma das decisões mais sensatas que já tomei. Mas justifico: meu medo por médicos consegue ser maior do que por palhaços e mágicos.
Quando notei que tava feio e que eu ia morrer, decidi: fui (arrastada pela minha mãe) ao pronto socorro furreca de um hospital perto de casa.
Foi maravilhoso! Nunca havia eu notado o quando bobo é meu medo por médicos. Não sei se alguém alem de mim tinha fascinação, quando criança, pelo Corcunda de Notre Dame. Eu tinha altos fetiches com ele. E, pra minha sorte, o médico que me atendeu era o próprio. uma pena que lhe faltasse a corcunda.
Pela primeira vez na vida, não vou mentir no blog: além do tradicional jaleco "branco" de açougueiro, o cara era alto o suficiente para ter que se curvar ao passar pela porta; careca. seus braços eram retraídos e um deles era torto; ele não só usava óculos fundo de garrafa (que o fazia assemelhar-se com uma dessas ilustrações de toupeiras), como era vesgo. e não um vesgo gracinha: ele tinha um olho pra cada lado. juro.
Pois então, depois de picos de febre, uma hora e meia na fila, um baita susto ao ver o médico e quase vinte minutos sendo enrolada por ele... o querido solta a seguinte frase: "mas eu não sei. vou te passar para outro médico."
Certo. minha tolerância permite feiura alheia e errinhos médicos.
Mais uma vez, já esquecida a imagem bizarra, volto eu ao mesmo hospital. Dessa vez definhado aos poucos, dia após dia, com dores terríveis no corpo, falta de sexo, enxaqueca, falta de sexo, febre alta, com vontade de encher a cara, fumar, desistir de vestibular (e virar hippie!), saudades da Tati, da J! e de tantos outros (adriano), depressão, falta de sexo... e com vontade de fumar. e com amigdalite.
Como de costume, é feita a ficha na recepção:
a recepcionista loira e bonita (mas com aquela cara de nãoquerotrabalharnosábado) do estetoscópio rosa masca o chiclete azul e diz com aquela voz enjoada
"alguma alergia?"
"sim, senhora: amoxicilina." e a recepcionista anota.
a paciente neurótica lê a ficha antes de entregar no balcão: alergias (pula uma linha) sim (x) amoxicil... (segue letra ilegível)
Segundo ato: homicídio
entra a médica da cara brava
"entra logo, senhora M!"
"então. eu acho que estou com amigdal..."
o telefone toca. a desgraçada da medica atende. quinze minutos se divertindo no telefone.
"senta na maca."
E não há quem adivinhe! nesse exato momento a porta abre. entra ele: o Corcunda de Notre Dame. fala alto e gesticula com as mãos.
"Má! você não saaaabe!!!" olha para a maca "oi. você não é a M! ?"
M! não respondeu. claro que não. não deu tempo. o extraterrestre voltou a gesticular com as mãos e falar alto com a colega. "Má!! você não saaaaabe"
passados alguns minutos
"muito bem, senhora M!, tomará 7 dias desse aqui, ó."
"ah, tá... o qu.. ?"
"é. isso. vai embora."
7 km de distância. Comprado o remédio. Vide bula: comprimidos revestidos. amoxicilina: 875mg.
Como se 1 mg não bastasse.
Liga para o hospital:
"por favor, a doutora Má! ?"
aguarda meia hora na linha
"Má!, pois não?"
"SUA VACA! FILHA DE UMA..." e por aí vai. :)
mentira.
não me deixaram falar com ela.
só porque eu estava num estado muito alterado.
como se eu não soubesse me controlar.
Grande coisa. nem ligo. como se eu fosse mesmo parar de beber e tomar antibióticos por sete dias. há.
ainda bem que eu tenho convênio. ainda bem que a gente paga mês por mês para ser bem atendida por personagens da Disney.
obs.: decidi: vou fazer medicina. e me vestir de mikey. mentira. vou ser médica legista. huhuhuhuhuhuhuhuhuhuhuhuhuh (o paciente já vai estar morto, mesmo.)
Entenda: sou vestibulanda. devido ao referido fato, fiz um piercing. porque não há nada no mundo mais importante do que um piercing no umbigo.
Acontece que a joça deu errada (é claro. estamos falando de mim, certo?) e Murphy me ama. O piercing não só não entrou no furo como, durante a cicatrização, ferrou com meu umbigo inteiro. A coisa toda roxa e cheia de pus foi, realmente, uma das cenas mais sexys da minha vida. adorei. Pena que não doeu, porque eu sentiria o triplo do prazer orgástico que senti se meu umbigo latejasse.
Enfim, ouvindo conselhos de todos os meus amigos (imaginários), resolvi esquecer da infecção. É. Eu deixei o negocio inchado e nojento por um mês todinho. Uma das decisões mais sensatas que já tomei. Mas justifico: meu medo por médicos consegue ser maior do que por palhaços e mágicos.
Quando notei que tava feio e que eu ia morrer, decidi: fui (arrastada pela minha mãe) ao pronto socorro furreca de um hospital perto de casa.
Foi maravilhoso! Nunca havia eu notado o quando bobo é meu medo por médicos. Não sei se alguém alem de mim tinha fascinação, quando criança, pelo Corcunda de Notre Dame. Eu tinha altos fetiches com ele. E, pra minha sorte, o médico que me atendeu era o próprio. uma pena que lhe faltasse a corcunda.
Pela primeira vez na vida, não vou mentir no blog: além do tradicional jaleco "branco" de açougueiro, o cara era alto o suficiente para ter que se curvar ao passar pela porta; careca. seus braços eram retraídos e um deles era torto; ele não só usava óculos fundo de garrafa (que o fazia assemelhar-se com uma dessas ilustrações de toupeiras), como era vesgo. e não um vesgo gracinha: ele tinha um olho pra cada lado. juro.
Pois então, depois de picos de febre, uma hora e meia na fila, um baita susto ao ver o médico e quase vinte minutos sendo enrolada por ele... o querido solta a seguinte frase: "mas eu não sei. vou te passar para outro médico."
Certo. minha tolerância permite feiura alheia e errinhos médicos.
Mais uma vez, já esquecida a imagem bizarra, volto eu ao mesmo hospital. Dessa vez definhado aos poucos, dia após dia, com dores terríveis no corpo, falta de sexo, enxaqueca, falta de sexo, febre alta, com vontade de encher a cara, fumar, desistir de vestibular (e virar hippie!), saudades da Tati, da J! e de tantos outros (adriano), depressão, falta de sexo... e com vontade de fumar. e com amigdalite.
Como de costume, é feita a ficha na recepção:
a recepcionista loira e bonita (mas com aquela cara de nãoquerotrabalharnosábado) do estetoscópio rosa masca o chiclete azul e diz com aquela voz enjoada
"alguma alergia?"
"sim, senhora: amoxicilina." e a recepcionista anota.
a paciente neurótica lê a ficha antes de entregar no balcão: alergias (pula uma linha) sim (x) amoxicil... (segue letra ilegível)
Segundo ato: homicídio
entra a médica da cara brava
"entra logo, senhora M!"
"então. eu acho que estou com amigdal..."
o telefone toca. a desgraçada da medica atende. quinze minutos se divertindo no telefone.
"senta na maca."
E não há quem adivinhe! nesse exato momento a porta abre. entra ele: o Corcunda de Notre Dame. fala alto e gesticula com as mãos.
"Má! você não saaaabe!!!" olha para a maca "oi. você não é a M! ?"
M! não respondeu. claro que não. não deu tempo. o extraterrestre voltou a gesticular com as mãos e falar alto com a colega. "Má!! você não saaaaabe"
passados alguns minutos
"muito bem, senhora M!, tomará 7 dias desse aqui, ó."
"ah, tá... o qu.. ?"
"é. isso. vai embora."
7 km de distância. Comprado o remédio. Vide bula: comprimidos revestidos. amoxicilina: 875mg.
Como se 1 mg não bastasse.
Liga para o hospital:
"por favor, a doutora Má! ?"
aguarda meia hora na linha
"Má!, pois não?"
"SUA VACA! FILHA DE UMA..." e por aí vai. :)
mentira.
não me deixaram falar com ela.
só porque eu estava num estado muito alterado.
como se eu não soubesse me controlar.
Grande coisa. nem ligo. como se eu fosse mesmo parar de beber e tomar antibióticos por sete dias. há.
ainda bem que eu tenho convênio. ainda bem que a gente paga mês por mês para ser bem atendida por personagens da Disney.
obs.: decidi: vou fazer medicina. e me vestir de mikey. mentira. vou ser médica legista. huhuhuhuhuhuhuhuhuhuhuhuhuh (o paciente já vai estar morto, mesmo.)
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