quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Meus Melhores Estão Aqui - Parte III

(Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007)

1. Os Homens Que Beijei

A gente nunca deve beijar homens que dirigem unos.
Não, não.
Homens de verdade dirigem corola. Ou pajero....
Eu vou muito além: os caras que beijei, até hoje, só andavam de mercedes.
Ahan! Mercedes benz, amour! Sou chique! Com mais de 20 lugares... motorista e cobrador!
Mas, a partir de hoje... expandirei meus horizontes... só beijo caras que dirigem "o novo corola flex".
:)







PORRA MULHER, SE VALORIZA!!!



Só porque o cara tem um carro bacana vc vai dar pra ele??
Ah, claro que não. Ele tem que ser gostoso E dirigir uma pajero. Claro...

E se ele for burro?
Não importa.
E se ele for machista?
O que é machismo?
E se ele for chato?
Gente rica nunca é chata.
Credo.
Se eu quiser um corsa, eu mesma compro; eu mesma pago. Só pra dizer que é meu e de homem nenhum.
E, se eu quiser um namorado... Quero um que estude.
Na unicamp e não na unip (nada contra a unip) que faça um curso de verdade e não ed. física (nada contra ed. física) que trabalhe e não fique pedindo dinheiro pro papai. Se o cara for assim, que diferença faz se ele tem um uno ou se vai a pé?
Que homens ricos e interessantes não existem, isso eu sei. Mas eu não sabia da existência de mulheres lindas e inteligentes que são interesseiras. Tinha a impressão que mulheres assim, que querem ser alguém na vida, que querem fazer uma faculdade boa pra ter um futuro bacana e independente, pudessem ser tão... tão...
Eu chorei de rir. Me senti pequena por nunca ter beijado ninguém que tivesse um corsa. Nem um uno, coitados. Mas... é bacana ver que não sou fútil; ver que nunca parei pra pensar se devo ou não ficar com a pessoa x, que tem carro y. Pela primeira vez em meses, senti orgulho de mim mesma. E senti orgulho dos caras que já beijei. Apenas um deles era um COMPLETO idiota (o qual eu já fiz questão de esquecer completamente... só bêuda q a gente beija essas coisas...) um idiota que, por sinal, tinha carro - com neon e tudo!
Aliás, acho que não tenho critério para namorados. O que vier tá bom!
[pausa]
Tá. Não é bem assim. Tenho dois critérios básicos:
1. tem que estudar
2. tem que ter nome de gente.

Eu digo isso pq homem que não estuda é perda de tempo. Pode ser o cara mais inteligente do mundo, mas, se não estudou no mínimo até algum curso técnico, não sabe o que é esforço, dedicação... aí já sabe, né? (Caráter depende dessas coisas...)
O negocio do nome... sabe esses caras com "nomes" ridículos do tipo "zé algumacoisa" (zé da pinga, por exemplo) ou "chapolin", "leleco", "juninho"...? Pois é, esses caras que não têm nome de gente, que andam de um jeito estranho ("estiloso", por eles dito) e falam de uma maneira grotesca, de forma a nunca concordar plural e singular, e que "pegam" as "mina" e que fazem questão de falar um "mano" ou "véio" a cada MEIA palavra dita? E, se ainda moram com os pais (geralmente moram) tratam a mãe como empregada. Esses "chapolin"s e "leleco"s que ninguém merece.
Bom, desde que meu namorado não se chame "zé qualquercoisa", não seja vagabundo e saiba quem é Karl Marx....
serei feliz.


Mesmo de uno, mesmo a pé.

___________________________________________________________________

2. O Fungo E Eu

Depois der me deparar novamente com um médico (esse que era mais açougueiro que o ultimo), com seu avental falsamente branco, sua careca lustrosa e um diploma de medicina na parede (aposto que era falso), fui rumo ao hospital.
Com meu fungo. (maldita hora que fui brincar "tem um cogumelo brotando na minha mão")
Encontrei o amor da minha vida. Senhor castelhano: O sorriso mais lindo que já vi é de um palhaço de semáforo. Lindo. Lindo.
Depois desse grande momento romântico, percebi que não suportaria meu cogumelo. Não por mais uma semana no médico charlatão. Fui ao hospital.

E é aí que está.

Foi um misto de ânsia e dó.
Eu queria vomitar.
Mas, antes de tudo, queria gritar ao mundo inteiro que aquilo tudo era um absurdo; que aquilo tudo estava errado.
Eu queria chorar.
Mas antes de tudo queria olhar pra ela, com o olhar mais confiante que eu poderia dirigir-lhe. Queria abraçá-la pra que nunca mais chorasse.
Mas mantive-me imóvel, concentrada no meu jogo de paciência.
Eu nem conhecia ela. Não conhecia ninguém.

De um lado, meninas que se preocupam com unos.
De outro, a morte. E um hospital, uma burocracia nojenta.

Nenhum comentário: