terça-feira, 13 de novembro de 2007

Bebês

Desde quando levei um pé na bunda - e passei por aquelas "transformações radicais" - decidi: não quero ter filhos.
E minha convivência com pessoas como César e Lucas me faz ter a total certeza de que ter filho é a maior cagada que se pode cometer. Você estraga o seu corpo, fica nove meses sem beber, perde a sua juventude, acorda de madrugada, ganha possíveis gastrites e outros "ites" relacionados ao estress, gasta rios dinheiro com boa educação... pra, no fim, ainda ter prejuízo. Existem certas pessoas - a maioria adolescente - para as quais olhamos e indagamos "por que, Deus, por que???" ou seja: o prejuízo não é só dos pais, mas de toda a sociedade.
Por essas e outras razões (aquecimento global e o aumento da violência) decidi: não, não vou ter filhos. Por mais gracinhas que sejam os bebês: eles crescem e viram pequenos delinquentes.
Partindo dessa linha de raciocínio, criei o seguinte lema: não tenha filhos, compre um cachorro.
É. Me arrependi.
Deus, por que ninguém me avisou????
A diferença entre um filhote de cachorro e um filhote de homem é que.... bom, o cachorro meio que já nasce sabendo andar. De resto, é tudo igual. Ambos fazem cocô pela casa inteira, cheiram mal, choram, mordem e não param de encher o saco.
Digo isso porque meu pai fez o favor de trazer o "mau irmão" - Reginaldo - para uma visita. A princípio foi tudo uma maravilha. O bicho era fofo, quieto e carinhoso.
É, era.
Passado uma hora, o cão virou o demonio.
Não posso estudar, não posso assistir televisão, não posso fazer droga nenhuma, porque ele não pára de me morder e pular pela casa e arrastar roupas e estraçalhar jornais...
Nesse exato momento, o tréco tá aqui, dormindo em cima do meu teclado, só pra atrapalhar.
Ah...
Maternidade não é comigo. mesmo.



eu mencionei que o bicho usa fralda?

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