Não que ela não acreditasse em amor.
Apenas via o sentimento como algo estranhamente maligno, algo que engana. Afinal, a única realidade confirmada é o egoísmo do ser.
Talvez fosse pelos divórcios da mãe, ou pelas dezenas de madrastas que viera a conhecer.
Acontece que foi tendo um namorado atrás do outro, como se nenhum de fato importasse.
A frase mais falada sempre foi eu te amo, e sempre foi verdadeira. Uma verdade meio que não levada muito à sério. Ou talvez levada a sério demais.
Muito falada por ter namorados demais. Essa era ela.
E o que mais a surpreendia era o fato de não estar satisfeita: no mundo há tantas pessoas legais... porque ficar com um só?
Além disso, como era mesmo a frase..? Homem é tudo igual...?
É. Não que ela acreditasse em exceções mas....
Dez me parece um número bom.
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